janeiro 10, 2020

Cinomose

A cinomose, na grande maioria dos casos, leva o animal ao óbito. Ela é transmitida por um vírus chamado Canine Distemper Virus, o CDV, ou nomeado também como Vírus da Cinomose Canina, o VCC. Ela acomete, na maior parte dos casos, cães que ainda não terminaram o esquema vacinal (filhotes) ou que não costumam receber o reforço anual da vacina múltipla (V8, V10 ou V11). Gatos não são afetados pela cinomose.

A cinomose não é uma doença transmitida do animal para o ser humano. Em contrapartida, é altamente contagiosa entre os cães. A transmissão ocorre à medida que o animal sadio entra em contato com um animal acometido pelo mal, ou também por conta da inalação do ar com a presença do vírus.

Quando um animal é portador da cinomose, não necessariamente ele vai apresentar os sintomas da doença. Em muitos casos, mesmo o animal se apresentando assintomático, ele estará sendo a fonte de transmissão para outros cães que habitam naquela determinada região.

A transmissão, em contato direto de um animal com outro, pode ser decorrente das secreções oculares, nasais, orais e fezes. No entanto, os estudos apontam que a maior difusão ocorre através das secreções nasais, isto é, o espirro do animal. Pelo meio do espirro, o vírus irá habitar por um tempo no ar, como dito anteriormente, assim, disseminando a doença num raio bem maior.

Depois que o cão é infectado, o vírus da cinomose fica incubado aproximadamente de 3 a 6 dias. Entretanto, o mesmo pode ficar em incubação por até 15 dias, tornando o animal assintomático (não apresentando nenhum sintoma da doença).

Sintomas da cinomose

O principais sintomas da cinomose são febre, que pode chegar a 41 Cº; inapetência (falta de apetite); diarréia; vômito; corrimento ocular; apatia (animal sem ânimo); corrimento nasal e desidratação. Nos estágios iniciais da doença, um sintoma bastante comum é a diarreia, uma vez que o sistema digestivo é, geralmente, o primeiro a ser atingido. Em um estágio um pouco mais avançado da doença, o sistema respiratório é acometido, sendo observadas secreções normalmente amareladas e densas saindo pelo nariz e região dos olhos.

Na fase mais tardia da doença, acontece o acometimento do sistema nervoso central, que é quando o animal passa a ter o andar desorientado e tremores musculares que podem evoluir para crises de convulsões.

Quando a cinomose encontra-se num grau muito avançado, muitos tutores e médicos veterinários optam pela eutanásia do animal. Ele pode ficar agressivo e até mesmo não reconhecer seu tutor. Alguns proprietários não aceitam a eutanásia como a solução do problema, escolhendo a acupuntura para tratá-los, que já deu bons resultados em alguns pacientes, mesmo sendo uma técnica alternativa.

Tratamento

O tratamento da cinomose ainda é de origem desconhecida, porém, o melhor tratamento é a prevenção através da vacinação anual, quando o cão, a partir de 6 semanas de idade, já pode ser imunizado.

Podem ser utilizados antibióticos e anti-piréticos para as infecções secundárias no sistema digestivo e respiratório, além de aliar expectorantes, bronco dilatadores e antieméticos; soro (fluidoterapia), para corrigir a desidratação causada pela diarreia; anticonvulsivante para as crises convulsivas devido ao acometimento do sistema nervoso ; e suplementos nutricionais e terapias alternativas, como a acupuntura, para melhorar a resposta imunológica do animal para combater o vírus também são utilizadas.

Sequelas da cinomose:

O animal que teve a doença evoluída ao estágio de acometimento do sistema nervoso pode ficar com tremores musculares, andar desordenado e/ou crises convulsivas por toda sua vida, mesmo não portando mais o vírus.

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Revista ProcureAche

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